Curso Grátis De Injeção Eletrônica 2
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Basicamente a construção física do motor não foi alterada com o sistema de injeção. O motor continua funcionando
nos mesmos princípios de um sistema carburado, com ciclo mecânico a quatro tempos onde ocorrem a admissão, a
compressão, a explosão e o escape dos gases. O que de fato mudou foi o controle da mistura ar/combustível, desde
a sua admissão até a sua exaustão total.
O sistema de comando variável, tuchos acionados por intermédio de roletes (motor Ford RoCam) e as bielas
fraturadas são tecnologias a parte, que não tem nada a haver com o sistema de injeção.
Podemos dizer que a função principal do sistema de injeção é a de fornecer a mistura ideal entre ar e combustível
(relação estequiométrica) nas diversas condições de funcionamento do motor.
Sabemos que, para se queimar uma massa de 15 kg de ar, são necessários 1 kg de gasolina (15:1) ou para uma
massa de 9 kg de ar, são necessários 1 kg de álcool etílico hidratado.
Quando a relação da mistura é ideal, damos o nome de relação estequiométrica. Caso essa mistura esteja fora do
especificado, dizemos que a mesma está pobre ou rica.
Com isso, para a gasolina temos:
11 : 1 - mistura rica
15 : 1 - mistura ideal (estequiométrica)
18 : 1 - mistura pobre
Vimos acima que a mistura ideal para a gasolina é 15 : 1 e para o álcool de 9 : 1. Sendo assim, fica difícil
estabelecermos um valor fixo para a relação estequiométrica, uma vez que os valores são diferentes, ou seja, uma
mistura que para o álcool seria ideal, para a gasolina seria extremamente rica.
Vimos acima que a mistura ideal para a gasolina é 15 : 1 e para o álcool de 9 : 1. Sendo assim, fica difícil estabelecermos um
valor fixo para a relação estequiométrica, uma vez que os valores são diferentes, ou seja, uma mistura que para o álcool seria
ideal, para a gasolina seria extremamente rica.
Para se fixar um valor único, iremos agregar a mistura ideal uma letra grega chamado lambda ( l ). Assim temos:
l = 1 : mistura ideal ou relação estequiométrica;
l < 1 : mistura rica;
l > 1 : mistura pobre.
Agora sim podemos dizer que a mistura ideal é quando l for igual a 1, independente do combustível utilizado.
Uma mistura rica pode trazer como conseqüências: alto nível de poluentes, contaminação do óleo lubrificante, consumo elevado,
desgaste prematuro do motor devido ao excesso de combustível que "lava" as paredes dos cilindros fazendo com que os anéis
trabalhem com maior atrito.
A mistura pobre provoca superaquecimento das câmaras de explosão, o que podem levar o motor a detonar.
Bom, agora que já sabemos qual a função principal do sistema de injeção, a partir da próxima aula estaremos dando todas as
informações sobre esse sistema.
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